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Agenda do Curso

 

Obervação importante: Nessa disciplina, o contato com a obra é fundamental. Ela foi pensada desta forma justamente porque o MAC USP tem a possibilidade de oferecer aos seus alunos um aprendizado através da frequentação de seu acervo. Portanto, o aluno que estiver inscrito na disciplina deverá considerar que ao menos 4 aulas ocorrerão fora do campus (conforme programa abaixo) e que sua ausência nessas visitas serão computadas como faltas comuns.

Visitas ao MAC Ibirapuera

As aulas serão na sede do Ibirapuera: Parque do Ibirapuera, Portão 3, Pavilhão da Bienal, 3o. andar (entrada pela rampa lateral)

Encontro às 10h00 no local

Exposição "MAC em Obras": nos dias 06 de setembro* e 04 de outubro

Exposição "Modernismos": nos dias 20 de setembro e 25 de outubro

*Esta será a única aula na qual a presença é facultativa, uma vez que no calendário de graduação esta data consta como recesso de Semana da Pátria.

 
 

11 outubro - 17 outubro

AULA XI - 11 de outubro

Institucionalização da Arte Moderna; Noções de centro e periferia e avaliação crítica do conceito de influência artística.

Tomamos o texto “Além do exotismo: Picasso e Warburg”, do historiador Carlo Ginzburg, para problematizarmos questões relativas à historiografia oficial da Arte Moderna, tais como:

a) Noções de “classicismo” e “primitivismo” - e como, nas teses de Ginzburg, uma deriva da outra;

b) Warburg e a construção de uma narrativa universal da arte, comparada à análise de “As moças de Avignon”, de Pablo Picasso, para discussão sobre "centro" e "periferia";

O que é importante evidenciar nesses casos, seja na postura crítica de Warburg, seja na atividade artística de Picasso, é o olhar para a cultura estrangeira e apropriar-se dela para construção do seu trabalho dentro de um contexto determinado europeu no início do século XX. Este processo, explica Ginzburg, é uma forma de “exotismo” e que é, indiretamente, uma forma de preconceito, tanto na eleição de obras tomadas como modelos de ruptura, em detrimento de outras, quanto na maneira de olhar o "outro" como um estranho e adequá-lo aos seus interesses, críticos ou artísticos. Nesse sentido, podemos compreender a noção de “centro” - se tomarmos o cânone eleito pela narrativa oficial da história da arte moderna, compreendida como universal - e de “periferia” - a produção artística que fica à margem desta narrativa oficial de rupturas e evoluções e que se explica por uma narrativa local, com suas especificidades e influências divergentes.

Um exemplo é como a historiografia tradicional aborda a arte não-ocidental. Embora tenha influenciado esteticamente o modernismo europeu, temática e esteticamente, esta produção "externa" é descontextualizada de seu ambiente originário e adequada às premissas artístico-eurocêntricas. Assim sendo, a noção de “primitivismo”, dentro da narrativa oficial, compreendida como formas que rompem com os valores clássicos, apropriando-se do que é estranho, externo e exótico, contudo, como aponta Ginzburg, paradoxalmente, mantém uma relação com o classicismo em seus pressupostos artísticos: tanto ao debater questões estéticas (de criação e de composição), quanto ao revisitar e atualizar problemas sobre o olhar estrangeiro.

Leituras sugeridas

GINZBURG, Carlo. "Além do exotismo: Picasso e Warburg". In ___. Relações de Força: História, Retórica, Prova. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

ARGAN, Giulio Carlo. Item "Pablo Picasso. Os Saltimbancos. Les demoiselles d'Avignon" (Cap. 6) In ___. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, pp. 422-426.

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