Versão para impressão
Defina e exemplifique o que significa a expressão cantus firmus


Navegar usando este índice

Especial | A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O
P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | Todos

C

:

Trata-se de um tema curto e simples que se repete do princípio ao fim, misturado com a polifonia. O Cantus firmus que habitualmente dá nome a missa, tanto pode ser uma canção como uma melodia litúrgica, como exemplo temos missas como: L´Homme armé ou Mille regretz, Ave Regina, Pange língua entre outros. Desse modo o Cantus firmus nada mais é do que o Tenor, ou seja, o canto básico das músicas compostas utilizando as melodias preexistentes. Também é o tenor litúrgico ou profano em valores longos, sendo que Dunstable, foi quem provavelmente inaugurou o príncipio de aplicar à missa o cantus firmus.

Outras palavras que serão linkadas ao mesmo item:
:
Melodia fixa,de valores regulares à qual uma ou mais partes contrapontísticas são adicionados. 
:
O cantus firmus é uma melodia gregoriana que constituia a base para realização do contraponto. Sobre o cantus firmus apoiava-se, por volta do seculo XIII , as primeiras formas polifônicas livres, resultantes da superposição de cantos de uma melodia liturgica. Mais tarde melodias populares foram utilizadas com a mesma finalidade. O cantus firmus era sustentado pelo tenor o que esclarece a etimologia dessa palavra (tenor, do latim tenere = sustentar)
:
O Cantus firmus original pode ser religioso ou profano e serve de base e fio condutor para toda a composição. O mais conhecido e utilizado foi a canção L'homme armé, de Dufay, base para inúmeras missas de diversos compositores.
:
Uso de uma melodia já existente como base para uma composição.No século XIV usava-se a pratica de ornamentar um cantochão e muda-lo de voz;porém por ser um cantochão não poderia ser mudado assim este era repetido igualmente por todas as vozes,esta pode ser a origem do cantus firme migratório.
:
Cantus Firmus é o uso de uma melodia já existente como base temática para um novo arranjo polifônico, a melodia era tradicionalmente retirada do cantochão. Normalmente o Cantus Firmus era colocado na voz mais grave, o tenor.
Tanto os compositores do continente quanto os da Inglaterra costumavam colocar o cantus firmus em uma voz e o mantinham alí até o final, no entanto, às vezes, os ingleses o colocavam em uma estrutura polifônica, por exemplo, o cantus firmus está na voz superius e em certo período da música ele passa para a voz intermediária (contra-tenor) às vezes pelo sentido da continuidade do texto, e também às vezes voltava para o Superius enquanto continuava na voz intermediária, esta mudança de vozes do cantus firmus é chamada de cantus firmus migratório e se desenvolveu no século XV.
:

     É uma técnica que surge em meio ao desenvolvimento da polifonia na Europa por volta do sec. XIII, devido a necessidade de uma sustentação (alicerce) solida para as, cada vez mais, rebuscadas construções polifônicas .

     Trata-se de "esticar" a melodia do tenor (cantochão), até que suas notas atinjam um valor tão alto, em relação as das outras vozes, que o tenor permaneça fixo numa única nota por um longo tempo em quanto as outras vozes continuam a se mover. A isto é dado o nome de Cantus Firmus ("canto fixo", do Latin).

:
uma melodia tirada de um canto plano já existente, e utilizada em uma nova composição polifônica, na voz do tenor, e por vezes no superius, em torno da qual se realiza o contraponto.
:

O cantus firmus foi largamente usado durante o século XIII, principalmente nas escolas de St. Martial e Notre Dame. Nos motetos desse período, o cantus firmus aparecia na voz mais grave. No século XIV, ele continuou a ser empregado na música sacra vocal, e algumas formas mais elaboradas dele começaram a surgir: enquanto os compositores do continente se serviam da isorritmia, os ingleses começaram a utilizar o cantus firmus migratório. No século XV o cantus firmus apareceria mais na voz mais aguda de um complemento polifônico, principalmente nas antífonas e hinos ingleses.

:
      Voz importantíssima dentro da textura polifônica, já que geralmente provinha de uma melodia gregoriana anterior; as outras vozes "giravam" em torno do Cantus Firmus, que por ser altamente melismático e sustentar notas longas dava suporte às outras vozes mais agudas, por ser mais grave.
       Porém na Inglaterra os compositores começaram a colocar o Cantus Firmus na voz Superius e ornamentá-lo, a tal ponto que a melodia gregoriana original ficava irreconhecível. Esta técnica se chamava Paráfrasis. 

Rodrigo Antônio Silva