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Definir o que era o motete nos séculos XIII e XIV


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 Uma das formas mais importantes de música polifônica de 1220 cerca de 1750. Nenhum conjunto único de características serve para defini-la em geral, exceto contextos, nomeadamente históricos ou regionais. Originou-se como um tropo litúrgico, mas logo se tornou a forma preeminente de música secular na arte durante a idade média. O moteto medieval foi uma composição polifônica, em que a voz fundamental (tenor) foi geralmente organizada em um padrão de configurações rítmicas reiterados, enquanto a voz superior ou vozes (até três), quase sempre com diferentes textos latino ou francês, geralmente movidos a um ritmo mais rápido.

Fonte- Grove Dictionary of Music and Musicians-third edition
 
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O motete tornou-se uma forma de composição que originou-se das clausulas de descante, as quais eram trechos que o cantochão do organum era altamente melismático.
Ma maior parte dos motetes apresenta um texto diferente para casa voz, e sua melodia serve tanto para textos sagrados como profanos.
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Originado na chamada Escola de Notre Dame (tendo como maiores representantes Leónin e Perótin), o moteto era inicialmente uma clausula em que se mudava o texto da voz superior para um diferente do que era executado no cantus firmus. A esta voz, também chamada de duplum, foi acrescentanda uma terceira (triplum), em um ritmo mais rápido e com um texto que poderia estar em francês. Posteriormente,o duplum receberá textos na outra língua também. Isso foi favorecido pelo fato do moteto ter se afastado do ambiente religioso, pois era composto para ser tocado fora das igrejas, possibilitando o uso de textos seculares franceses. Durante a ars nova, o moteto será dotado de isorritmia no tenor e, algumas vezes, nas vozes superiores, culminando, com Guillaume Dufay, na maior expressão desse tipo. A partir de então, essa forma isorrítmica cairá em desuso. A partir desse período (c. 1420), volta-se a utilizar textos religiosos na sua composição. O desenvolvimento do moteto passa então a se concentrar na chamada Escola franco-flamenga (principais representantes: Josquin, Mouton, Gombert, Okheghem, Busnois, Obrecht e Clemens non Papa), consolidando-se como nova forma no século XVI. Nessa época, o moteto será um contraponto feito sobre um texto religioso. O tenor ainda terá um cantus firmus como melodia, só que agora vindo de canções populares ou compostas pelo próprio autor. Foi acrescentada, ainda, uma linha melódica com a tessitura abaixo da do tenor, chamada baixo. Terá aí seu apogeu, sendo a principal forma e a mais utilizada. São representantes dessa época Palestrina, Lasso e Victoria. Fecha-se o ciclo, aqui, da composição de motetos modais. No barroco, pode-se dizer que a composição de motetos segue várias escolas distintas. A Igreja tinha em Palestrina o modelo de composição a ser seguido, o que origina numa forma de harmonia mais contida. Os grandes motetos franceses formavam outro ramo de composição, assim como o chamado moteto concertante, que era influenciado pela música drámatica operística e pelas cantatas. Os motetos corais tiveram em Bach seu grande representante.

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O termo motete, etimologicamente, é derivado de mot, cujo significado é palavra em francês. Segundo Grout e Palisca, iniciou-se seu uso em textos franceses que se acrescentavam ao duplum de uma cláusula. Isto foi tão usual, que a forma latina motetus passou a ser usada para designar a segunda voz do motete (duplum).
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Forma de composição musical dos séculos XII-XVII. Canto polifônico religioso. Trecho de música religiosa com letra.
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Estilo que se utilizava da politextualidade, uma textura polifonica através da palavra, onde as vozes cantavam diferentes textos e até mesmo em diferentes idiomas, buscava-se uma experiência polifônica que ia além das melodias e dos ritmos, trazendo sensações e sons diferentes.
Pratt, W. S. o define como sendo uma mistura de estilos e palavras.
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Nesta época, o motete era uma forma de composição musical geralmente a três vozes, ou seja, um tenor, um motetus e um triplum, sendo que os textos eram diferentes para cada voz.
O tenor era realizado segunda a isorritmia, que consiste em diferentes combinações entre a melodia (color) e um padrão ritmico (talea) e suas repetições.
Outras caracteristicas destes motetes são a introdução da divisão binária da breve (assim como em outras formas musicais); textos de denúncia do clero e acontecimentos políticos (mesmo o motete tendo nascido como forma sacra na Ars Antiqua, no fim do século XIII já estava muito secularizado); e era também forma típica de composição para solenidades de todos os tipos.
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Gênero musical polifônico que surge no século XIII.Continha um texto diferente para cada voz podendo ser até mesmo em línguas diferentes.É considerado o precursor,ou até o sinônimo, de contraponto.
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Na primeira metade do século XIII, motetes a três vozes foram compostos para coro a capela, e cantados em latim nas missas e datas festivas religiosas. Textos profanos em línguas nacionais foram superpostos aos religiosos e ao contraste de significado somou-se o efeito contrapontístico. Uma variante, o motete para voz solo, surgiu da substituição das vozes graves por instrumentos.

No século XIV, motetes seculares eram usados em ocasiões cerimoniais e os textos se referiam a fatos históricos. Grande parte da música da época que se conservou foi composta por Guillaume de Machaut, em cuja obra predomina o tema amoroso.
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     O motete (Mot = palavra) é um genero musical polifônico literário em que textos distintos são cantados simultaneamente,  podem ainda ser encontrados textos pertencentes a dois ou mais idiomas numa mesma obra.

     Surgiu por volta do seculo XIII inspirado na clausula do organum, tornando-se um genero liturgico muito importante, brevemente passou a ser cultivado no âmbito secular ganhando importância no repertório sacro e profâno.


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