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Definir o que era o motete nos séculos XIII e XIV


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Alexandre Rosa

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Forma de composição musical dos séculos XII-XVII. Canto polifônico religioso. Trecho de música religiosa com letra.
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Aline Mont Alvao Oliveira

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Nesta época, o motete era uma forma de composição musical geralmente a três vozes, ou seja, um tenor, um motetus e um triplum, sendo que os textos eram diferentes para cada voz.
O tenor era realizado segunda a isorritmia, que consiste em diferentes combinações entre a melodia (color) e um padrão ritmico (talea) e suas repetições.
Outras caracteristicas destes motetes são a introdução da divisão binária da breve (assim como em outras formas musicais); textos de denúncia do clero e acontecimentos políticos (mesmo o motete tendo nascido como forma sacra na Ars Antiqua, no fim do século XIII já estava muito secularizado); e era também forma típica de composição para solenidades de todos os tipos.
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Cassio Cordeiro do Prado

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 Uma das formas mais importantes de música polifônica de 1220 cerca de 1750. Nenhum conjunto único de características serve para defini-la em geral, exceto contextos, nomeadamente históricos ou regionais. Originou-se como um tropo litúrgico, mas logo se tornou a forma preeminente de música secular na arte durante a idade média. O moteto medieval foi uma composição polifônica, em que a voz fundamental (tenor) foi geralmente organizada em um padrão de configurações rítmicas reiterados, enquanto a voz superior ou vozes (até três), quase sempre com diferentes textos latino ou francês, geralmente movidos a um ritmo mais rápido.

Fonte- Grove Dictionary of Music and Musicians-third edition
 
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Claudia Regina Fonseca Muniz

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Originado na chamada Escola de Notre Dame (tendo como maiores representantes Leónin e Perótin), o moteto era inicialmente uma clausula em que se mudava o texto da voz superior para um diferente do que era executado no cantus firmus. A esta voz, também chamada de duplum, foi acrescentanda uma terceira (triplum), em um ritmo mais rápido e com um texto que poderia estar em francês. Posteriormente,o duplum receberá textos na outra língua também. Isso foi favorecido pelo fato do moteto ter se afastado do ambiente religioso, pois era composto para ser tocado fora das igrejas, possibilitando o uso de textos seculares franceses. Durante a ars nova, o moteto será dotado de isorritmia no tenor e, algumas vezes, nas vozes superiores, culminando, com Guillaume Dufay, na maior expressão desse tipo. A partir de então, essa forma isorrítmica cairá em desuso. A partir desse período (c. 1420), volta-se a utilizar textos religiosos na sua composição. O desenvolvimento do moteto passa então a se concentrar na chamada Escola franco-flamenga (principais representantes: Josquin, Mouton, Gombert, Okheghem, Busnois, Obrecht e Clemens non Papa), consolidando-se como nova forma no século XVI. Nessa época, o moteto será um contraponto feito sobre um texto religioso. O tenor ainda terá um cantus firmus como melodia, só que agora vindo de canções populares ou compostas pelo próprio autor. Foi acrescentada, ainda, uma linha melódica com a tessitura abaixo da do tenor, chamada baixo. Terá aí seu apogeu, sendo a principal forma e a mais utilizada. São representantes dessa época Palestrina, Lasso e Victoria. Fecha-se o ciclo, aqui, da composição de motetos modais. No barroco, pode-se dizer que a composição de motetos segue várias escolas distintas. A Igreja tinha em Palestrina o modelo de composição a ser seguido, o que origina numa forma de harmonia mais contida. Os grandes motetos franceses formavam outro ramo de composição, assim como o chamado moteto concertante, que era influenciado pela música drámatica operística e pelas cantatas. Os motetos corais tiveram em Bach seu grande representante.

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David Faria Araujo

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Estilo que se utilizava da politextualidade, uma textura polifonica através da palavra, onde as vozes cantavam diferentes textos e até mesmo em diferentes idiomas, buscava-se uma experiência polifônica que ia além das melodias e dos ritmos, trazendo sensações e sons diferentes.
Pratt, W. S. o define como sendo uma mistura de estilos e palavras.
Imagem de Gabriel Rosario de Souza

Gabriel Rosario de Souza

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     O motete (Mot = palavra) é um genero musical polifônico literário em que textos distintos são cantados simultaneamente,  podem ainda ser encontrados textos pertencentes a dois ou mais idiomas numa mesma obra.

     Surgiu por volta do seculo XIII inspirado na clausula do organum, tornando-se um genero liturgico muito importante, brevemente passou a ser cultivado no âmbito secular ganhando importância no repertório sacro e profâno.

Imagem de Igor Picchi Toledo

Igor Picchi Toledo

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Na primeira metade do século XIII, motetes a três vozes foram compostos para coro a capela, e cantados em latim nas missas e datas festivas religiosas. Textos profanos em línguas nacionais foram superpostos aos religiosos e ao contraste de significado somou-se o efeito contrapontístico. Uma variante, o motete para voz solo, surgiu da substituição das vozes graves por instrumentos.

No século XIV, motetes seculares eram usados em ocasiões cerimoniais e os textos se referiam a fatos históricos. Grande parte da música da época que se conservou foi composta por Guillaume de Machaut, em cuja obra predomina o tema amoroso.
Imagem de Jorge Costa de Lima

Jorge Costa de Lima

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O motete tornou-se uma forma de composição que originou-se das clausulas de descante, as quais eram trechos que o cantochão do organum era altamente melismático.
Ma maior parte dos motetes apresenta um texto diferente para casa voz, e sua melodia serve tanto para textos sagrados como profanos.
Imagem de Ligia Donizete dos Santos Pires

Ligia Donizete dos Santos Pires

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Gênero musical polifônico que surge no século XIII.Continha um texto diferente para cada voz podendo ser até mesmo em línguas diferentes.É considerado o precursor,ou até o sinônimo, de contraponto.
Imagem de Livia Cubayachi da Costa

Livia Cubayachi da Costa

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Forma de música polifônica que foi originada no século XIII a partir da prática de Pérotin e seus contemporâneos da escola de Notre Dame, e que foi sofrendo modificações ao longo do tempo,até o século XVIII.

Os compositores dessa escola desenvolveram a forma motete a partir da criação de inúmeras cláusulas de descante que substituíam as de Léonin e outros compositores antigos nos organa.As vozes mais agudas acrescentadas começaram a receber textos novos e posteriormente se separaram-se dos organa de que faziam parte,tornando-se uma forma composicional independente.Essas cláusulas de substiuição independentes passaram a ser chamadas de motetes.

O termo motetes (do francês mot que significa “palavra”) originalmente designava os textos franceses acrescentados ao duplum de uma cláusula, e o termo motete acabou sendo utilizado para desiginar a composição toda.O duplum passou a ser chamado de motetus.

A maioria dos motetes tem um texto para cada voz,e é compostos em camadas,por vezes resultantes do trabalho de diferentes compositores.As melodias eram de domínio público,e a mesma podia ser utilizada para textos sagrados e profanos.

Durante o século XIII a forma motete sofreu inúmeras alterações. Algumas delas são que, a partir dos meados do século XIII ,os compositores começaram extrair o texto do tenor de composições profanas e de livros que não os de Notre Dame .No final do século,começou a haver uma maior flexibilidade rítmica e uma menor rigidez em relação ao uso dos modos rítmicos,e a terminação das frases começou a ser em pontos diferentes para as diversas vozes.

O motete passou por uma secularização,e foram escritos muitos motetos para serem cantados fora da igreja.As vozes superiores geralmente tinham textos profanos em língua vernácula.Nos motetes franceses,a o tenor ainda utilizava uma melodia do cantochão,mas provavelmente era tocado pois ela não desempenhava nenhuma função religiosa.

Pode-se dizer que o auge da Ars Antiqua foi o moteto politextual.Foi nele em que se deu uma miscelânea de textos em diferentes línguas e de diferentes gêneros (sacro e profano).Houve também a adaptação de textos novos a melodias antigas, e vice-versa, em vários motetes.Essa forma sofreu um reflexo cultural de seu tempo: o enfraquecimento do universo medieval fechado e a mistura do sacro e profano dentro de uma rígida estrutura teológica.

Já na Ars Nova,no século XIV, o moteto se secularizou ainda mais.Phillipe de Vitry foi um dos propagadores da isorritmia, o que levou a criação do moteto isorrítmico (mesmo ritmo) : motetos onde o tenor é construído com base no uso das repetições da talea (estrutura do ritmo) e da color (conjunto de intervalos melódicos),gerando padrões rítmicos.

A isorritmia foi fundamental para dar uma unidade temática as composições,e não era uma repetição tão facilmente perceptível.

Machaut escreveu alguns motetes isorrítmicos com textos franceses,onde além do tenor,as vozes mais agudas eram escritas em isorritmo,ocasionalmente.

Os motetes isorrítmicos tornaram-se cada vez mais comuns no final do século XIV,e foram compostos até o início do século XV.


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